quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A guerra no fronte ocidental - 1914-1917

fonte: www.educaterra.terra.com.br

A guerra de movimento: na madrugada do dia 4 de agosto de 1914, cinco poderosos e bem equipados exércitos alemães, totalizando um milhão e meio de soldados, penetraram através do território belga, considerado até então neutro. A poderosa ala direita do exército alemão tinha a função de realizar uma ampla manobra de envolvimento, levando de roldão os exércitos franceses estacionados na fronteira franco-belga.
450.000Mesmo sendo obrigado a alterar o plano original, o Gen. Von Molke então chefe do Estado-Maior alemão, via que suas tropas estavam obtendo os resultados esperados. Sua superioridade inicial, porém, começou a ser ameaçada pelo engajamento do exército belga e pela chegada do corpo expedicionário britânico, rapidamente desembarcado na região.
Os alemães, que contavam com 80 divisões, teriam que enfrentar 104 das do inimigo. Depois de frustarem as tentativas ofensivas francesas em Mulhouse e na Lorena, ocuparam toda a região que vai das proximidades de Paris a Verdun. Caíram sob seu controle 80% das minas de carvão, quase todos os recursos siderúrgicos e as grandes fábricas do Noroeste francês.
Um grande erro de comunicações entre as tropas do I (von Kluck) e o II Exército (von Bülow) permitiu que os franceses detivessem o ataque sobre sua capital. O Gen. Gallieni, percebeu a falha dos alemães e solicitou reforços de emergência para o Joffre. Deslocados rapidamente pelas vias férreas, as tropas francesas contra-atacaram na região do Rio Marne, entre os dia 6 e 9 de setembro. A BATALHA DO MARNE teve duplo significado, não só salvou a França de uma derrota como alterou as regras da guerra. Todos os Altos Comandos deram-se conta da impossibilidade de se manter a guerra de movimento devido as extraordinárias baixas. Com o fracasso da ofensiva alemã, Molke cedeu seu lugar ao Gen. Von Falkenhayn.

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